Como será possível que mesmo depois de uma pessoa nos fazer
sofrer tanto continuemos a lutar por ela?
Como será possível que continuemos a chamar de amigos
àquelas pessoas que tanto nos julgam, que tanto nos criticam, que tanto falam
mal de nós? E que, apesar de o sabermos, continuemos a fechar os olhos a isso?
Como será possível darmos tanto de nós por e para uma pessoa
que nunca deu nada por nós? Que nunca nos deu nada?
Como será possível que aquilo que consideramos passado, que
dizemos com toda a convicção que “já passou”, que “já não é nada”, nos continue
a afectar de uma forma tão forte, tão dolorosa?
Porque é que temos de nos recordar daquilo que só nos
queremos esquecer?
Talvez já tenham reparado, tal como eu, que aquilo que mais
desejamos que saia da nossa mente é aquilo que mais custa a sair e que mais
vezes nos vem à memória…
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