E chegaste tu, com a tua paz de alma, com a tua felicidade
característica, com a tua maneira tão própria de ver o que te rodeia, com o teu
jeito maravilhoso que cativa qualquer pessoa.
E lá chegaste tu:
derreteste o gelo que outrora rodeara o meu peito mas… e depois? Aproveitaste?
Ou simplesmente não lutaste por mim? É mais que óbvio que seguiste a segunda
opção!
O teu interesse desvaneceu e lá foste tu; lá encontraste
outra pessoa que te satisfizesse os “apetites”, que te ouvisse e que levasse
com o teu lado mais “chato”.
Sabes o que é mais engraçado? O facto de eu não me ter
apercebido de nada disto estar a acontecer. Já ouvi dizer muitas vezes que “As
pessoas só dão valor quando perdem!” e talvez tenha sido isso. E, nesse caso, a
culpa é minha por não ter percebido as coisas quando devia, a tempo.
Mas queres saber mais uma coisa? Se tu fosses meu amigo, não
tinhas desistido de mim por uma ou outra atitude minha! E já nem falo no facto
de ficares à minha espera, de gostares de mim da mesma forma que eu gosto de
ti: falo em AMIZADE! Sim, aquela “coisa” que, normalmente, as pessoas constroem
quando gostam e confiam uma na outra: e eu gostava e confiava cegamente em ti!
Eu PENSAVA (já não penso, se queres que te diga) que nós eramos amigos!
Desiludiste-me, é só isso. E tenho pena que tenha sido
assim. Mas não te perdoo aquilo que me tens feito sentir.
O tempo que eu tentei resguardar-me das pessoas: não gostar
de ninguém para não me magoar… e no fim? No fim, apareceste tu, levaste-me a
gostar de ti e não ficaste, não cuidaste, não quiseste sequer saber se eu estou
bem! Prometeste-me que tudo iria ser igual… mas onde está isso? NÃO ESTÁ!
Quebraste “promessas” que fizeste: a mim e a outras pessoas que se preocupam
comigo!
Afinal, que pessoa és tu? Quem és tu? O que fizeste com a
pessoa que eu conheci e que fez com que voltasse a apaixonar-me? O que se está
a passar contigo? Já não te compreendo. Já não te reconheço!
Para mim é fácil de
perceber: nada mais há a fazer por nós. E, se tiveres de ser meu, serás.
Porque, ainda hoje, me disseram: “O que tiver de ser teu, às tuas mãos irá
parar”. Só não sei se, na altura em que te aperceberes disso, vou estar
disposta a querer-te, a entregar-me a quem tão mal me fez, a quem tão mal me
tem feito.
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