terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Espero que aprendas


E chegaste tu, com a tua paz de alma, com a tua felicidade característica, com a tua maneira tão própria de ver o que te rodeia, com o teu jeito maravilhoso que cativa qualquer pessoa.
 E lá chegaste tu: derreteste o gelo que outrora rodeara o meu peito mas… e depois? Aproveitaste? Ou simplesmente não lutaste por mim? É mais que óbvio que seguiste a segunda opção!
O teu interesse desvaneceu e lá foste tu; lá encontraste outra pessoa que te satisfizesse os “apetites”, que te ouvisse e que levasse com o teu lado mais “chato”.
Sabes o que é mais engraçado? O facto de eu não me ter apercebido de nada disto estar a acontecer. Já ouvi dizer muitas vezes que “As pessoas só dão valor quando perdem!” e talvez tenha sido isso. E, nesse caso, a culpa é minha por não ter percebido as coisas quando devia, a tempo.
Mas queres saber mais uma coisa? Se tu fosses meu amigo, não tinhas desistido de mim por uma ou outra atitude minha! E já nem falo no facto de ficares à minha espera, de gostares de mim da mesma forma que eu gosto de ti: falo em AMIZADE! Sim, aquela “coisa” que, normalmente, as pessoas constroem quando gostam e confiam uma na outra: e eu gostava e confiava cegamente em ti! Eu PENSAVA (já não penso, se queres que te diga) que nós eramos amigos!
Desiludiste-me, é só isso. E tenho pena que tenha sido assim. Mas não te perdoo aquilo que me tens feito sentir.
O tempo que eu tentei resguardar-me das pessoas: não gostar de ninguém para não me magoar… e no fim? No fim, apareceste tu, levaste-me a gostar de ti e não ficaste, não cuidaste, não quiseste sequer saber se eu estou bem! Prometeste-me que tudo iria ser igual… mas onde está isso? NÃO ESTÁ! Quebraste “promessas” que fizeste: a mim e a outras pessoas que se preocupam comigo!
Afinal, que pessoa és tu? Quem és tu? O que fizeste com a pessoa que eu conheci e que fez com que voltasse a apaixonar-me? O que se está a passar contigo? Já não te compreendo. Já não te reconheço!
 Para mim é fácil de perceber: nada mais há a fazer por nós. E, se tiveres de ser meu, serás. Porque, ainda hoje, me disseram: “O que tiver de ser teu, às tuas mãos irá parar”. Só não sei se, na altura em que te aperceberes disso, vou estar disposta a querer-te, a entregar-me a quem tão mal me fez, a quem tão mal me tem feito.    

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